segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 em Martinho Campos

          A Prefeitura Municipal de Martinho Campos, através da Secretaria Municipal de Cultura realizou um BOM Carnaval para os foliões de nossa cidade, juntamente com seus visitantes. Com o slogan de que o “Carnaval da Badia,  Tem tradição! Tem Alegria!” a festa contagiou os que prestigiaram o carnaval de nossa cidade.
             Em sua ornamentação dois fatos chamaram a atenção. Primeiramente a decoração que acompanhou o mesmo estilo do ano passado, mostrando coerência da administração e respeito ao dinheiro público. Tudo foi reaproveitado do ano anterior visando não acontecer o desperdício. Quando os painéis foram colocados na avenida com a data de 2011, foi motivo de “chacota” dos maus informados, querendo talvez rir de um possível erro da equipe, mas que na realidade a empresa que faria a colagem do novo adesivo em cima da placa que descrevia o ano de 2011 ainda não teria realizado o trabalho. Seguindo ainda sobre a ornamentação, foi feito um trabalho de lembrança e homenagem aos blocos que sempre abrilhantaram e que ainda engrandecem o carnaval de Martinho Campos. Ao todo foram lembrados 40 blocos entre eles o UPA, Kejebão, Maloka, Vaiquemquer, Kiowas e muitos outros. Claro que sempre se esquece ou pode ter se esquecido de algum, mas lógico sem a intenção.
               Para alguns o Carnaval deixou muito a se desejar, pois se comparando às nossas cidades vizinhas que com certeza foi um carnaval de grande proporção e impacto, mas vale lembrar que o carnaval destas cidades é pago diretamente pelos foliões e grandes patrocinadores. Martinho Campos também poderia ter um carnaval como Pompéu e Abaeté. Recordamos do Bloco Celebridades que implantou o mesmo sistema de carnaval com abadás, mas por falta de apoio, seja de patrocínio e por boa parte da população de nossa cidade, se tornou inviável para a continuidade deste evento que tem um investimento muito alto e sem apoio, se torna difícil.  Um ponto negativo e de se refletir é o que este tipo de evento possa trazer para nosso município. Talvez fosse interessante compararmos os números de ocorrências policiais, em hospitais, enfim o que um evento de alto impacto traz para nossa cidade. Logicamente não sou contra este tipo de evento de forma alguma, sou completamente a favor, desde que não saia dinheiro público e que sejam bem organizados e acompanhados por autoridades que contribuiria para paz e segurança de todos os foliões.
            Martinho Campos precisa seguir esta linha que está, com pequenos ajustes e melhoras em certos pontos. Uma banda no sábado de carnaval, a Baratona no domingo, Bandulino na segunda  e finalizando o carnaval com o Kuaxana na terça-feira, tornaria nosso carnaval prazeroso e familiar. Quanto aos que gostam do carnaval, nossa localização é privilegiada para quem tem o poder aquisitivo maior e possa desfrutar do carnaval de nossas cidades vizinhas.

Veja abaixo algumas fotos relacionadas ao texto e caso queira deixar seus comentários, estamos lhe esperando... 
    















quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

MINAS NO TEMPO DO IMPÉRIO





               Os mineiros viviam, no tempo do Império, de um modo bom e espaçoso nas cidades mais antigas, então meio adormecidas e já em decadência, mas com dignidade e com novas cidades próximas às fazendas de café ou gado. Os costumes eram simples, todos viviam em família, não havia grandes luxos. As fazendas serviam de hotéis, quem chegasse teria boa acolhida, cama e mesa farta e pagava a conta com as notícias que trazia de outras terras, ou, com alguma prenda semelhante. Havia casos de pessoas dotadas de boa voz, que iam de fazenda em fazenda, cantando modinhas e, com isto, viviam. Nas cidades, em noites de lua cheia, os rapazes faziam serenata para as moças que escutavam por detrás das venezianas. Havia poucos bailes, dançava-se geralmente a quadrilha, mas em compensação não faltavam grandes banquetes com muitos pratos e que duravam horas. As festas públicas, mais comuns as de igreja, eram bem frequentadas com  grandes e solenes procissões de Semana Santa e, em maio, "o mês de Maria", com sinos tocando, músicas alegres e bonitas, menininhas vestidas de anjo para coroar Nossa Senhora e ao fim, barraquinhas com leilões de várias prendas. Como em Minas, maio é época de noites agradáveis e amenas, a alegria era geral e, afinal, os rapazes e as moças podiam namorar à vontade na praça da igreja.


               O carnaval chamava-se "entrudo"; havia mascarados que metiam medo nas crianças e atiravam bisnagas e limões de cera, cheios de água perfumada em todas as moças que passavam pelas ruas. Ainda havia escravos que, geralmente eram tratados quase como pessoas da casa: chamavam as senhoras de sinhás, as moças de sinhazinhas, os senhores de sinhôs e os moços de inhonhôs. Os negros faziam grandes festas de Congados, Reisados, eleições de reis e rainhas, danças de batuque, caxambu, etc. A vida de família era muito severa. Os maridos eram muito mais velhos do que as esposas, em geral, e os filhos cumprimentavam o pai beijando-lhe a mão, pedindo benção e ninguém fumava na vista do pai. O chefe político mais importante era designado coronel e o Imperador concedia títulos aos grandes senhores. Na política havia dois partidos rivais:o Partido Conservador de fazendeiros, e o Partido Liberal de comerciantes e profissionais liberais. Era tranquila, farta e variada a vida mineira de antigamente.

Do Livro: História de Minas.
De: João Camilo de Oliveira Torres
Edição de 1967 - Editora Record.

COMENTÁRIO:

                      Em Abbadia de Pitangui a vida dos habitantes transcorreu igual ao que nos foi narrado pelo historiador João Camilo. As fazendas eram grandes, espaçosas e ofereciam hospedagem aos visitantes, em geral, vendedores ambulantes, comerciantes de gado, padres em visitas pastorais pois algumas fazendas tinham capelas ou oratórios. À noite, após o jantar e a realização dos negócios o fazendeiro, esposa e filhos maiores se juntavam ao hóspede para saber notícias das grandes cidades e, às vezes, sobre a corte no Rio de Janeiro. Alguns fazendeiros tinham títulos concedidos pelos  Imperadores: os coronéis José Américo de Assis e Pedro Lino de Souza, foram os mais conhecidos por residirem no distrito, entretanto, vários outros receberam títulos mesmo morando em zona rural: Alferes José Joaquim da Costa; Capitão-Mor Custódio José de Oliveira Braga; Tenente Francisco Joaquim D'Araujo; e outros que constam do Livro de Registros de Batizados da Paróquia de Nossa Senhora da Abadia, a partir de 1856. As fazendas antigas que hospedavam viajantes eram: Bom Sucesso, Mamonas, Barra, Monjolos, Junco, Bocaina, Rasgão, Logradouro, Crisciúma, Lapa, Pontal, Batateira, Pedras, Retiro, Laranjeiras e Picão.
                         
                                             MÁRCIO TEIXEIRA.

Visita especial ao terço dos homens

          Nesta quarta-feira dia 08 de Fevereiro, os freqüentadores do Terço dos Homens da Paróquia Nossa Senhora da Abadia, receberam uma visita especial de alguns dos freqüentadores do Terço dos Homens da Igreja de São Pedro de Ibitira. Nas fotos abaixo, percebemos que o número de freqüentadores tem diminuído e reforçamos o convite a você para estar presente todas as quartas-feiras a partir das 20 horas e sempre nas últimas quartas-feiras do mês, é o dia do Terço das Famílias. Participe, sua presença é importante!



















segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Queijo Suíço" com os dias contados

Neste sábado dia 04 de Fevereiro, indo para Ibitira passei por uma boa equipe que presta serviços ao DER. Eram três caminhões e um bom grupo de pessoas, onde eles começaram a operação "Tapa Buracos". Quando retornei resolvi tirar algumas fotos e levar esta boa notícia para você que não tem passado pela BR 352. Como a quantidade de buracos são enormes e profundos, esta operação levará alguns dias até que ela chegue à  ponte do Rio Pará. Mas como se dizem, antes tarde do que nunca.